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Prontuário digital: como reduzir custos e agilizar o atendimento?

  • Foto do escritor: Lucas Guimarães de souza
    Lucas Guimarães de souza
  • há 6 dias
  • 6 min de leitura

Hospitais e clínicas produzem diariamente uma grande quantidade de prontuários, laudos, exames, autorizações, prescrições e documentos administrativos. Quando todas essas informações permanecem apenas no papel, encontrar um registro pode exigir tempo, espaço físico e o trabalho de vários profissionais.


A digitalização de prontuários médicos transforma esse arquivo físico em uma base organizada, pesquisável e protegida. Com isso, a instituição reduz custos operacionais, melhora o acesso às informações e agiliza diferentes etapas do atendimento ao paciente.


No entanto, digitalizar não significa apenas escanear documentos. O processo precisa seguir critérios de organização, segurança, qualidade e proteção de dados.


Prontuário digital: como reduzir custos e agilizar o atendimento?

O que é um prontuário digital?


O prontuário digital reúne eletronicamente as informações relacionadas ao histórico de saúde do paciente, como:


  • Consultas e evoluções clínicas;

  • Resultados de exames;

  • Prescrições e medicamentos;

  • Procedimentos realizados;

  • Internações e cirurgias;

  • Laudos e relatórios;

  • Autorizações e termos assinados;

  • Registros médicos e de enfermagem.


É importante diferenciar dois conceitos:


  • Prontuário digitalizado: documento originalmente criado em papel e convertido para um arquivo digital.

  • Prontuário eletrônico: registro criado e atualizado diretamente em um sistema informatizado.


Hospitais e clínicas podem utilizar as duas modalidades. Uma instituição pode digitalizar seu acervo antigo e, ao mesmo tempo, adotar um sistema eletrônico para os novos atendimentos.


Como a digitalização reduz os custos da instituição?


Como a digitalização reduz os custos da instituição

A manutenção de prontuários físicos envolve despesas que nem sempre aparecem de forma clara no orçamento. Além do papel e das impressões, existem custos com salas de arquivo, caixas, mobiliário, transporte, conservação e profissionais responsáveis pela localização dos documentos.


Redução do espaço físico


Grandes arquivos ocupam áreas que poderiam ser utilizadas para atendimento, administração ou outras atividades da instituição. A digitalização reduz progressivamente essa necessidade, respeitando os prazos e as regras aplicáveis à guarda dos documentos.


Menos impressões e materiais


Com os documentos disponíveis em formato digital, diminuem os gastos com papel, toner, pastas, etiquetas, caixas e manutenção de equipamentos de impressão.


Maior produtividade das equipes


A procura manual por um prontuário pode consumir vários minutos ou até horas quando o documento está arquivado incorretamente. Em um sistema organizado, a busca pode ser realizada utilizando informações como nome, número do atendimento, data ou tipo de documento.


Redução de perdas e retrabalho


Documentos em papel podem ser extraviados, danificados, duplicados ou arquivados no local errado. A digitalização acompanhada de indexação e controle de qualidade reduz esses problemas e evita que a equipe tenha de refazer tarefas.


Mais agilidade em auditorias e faturamento


A localização rápida de documentos também facilita conferências, auditorias, solicitações de convênios e processos de faturamento. Isso reduz atrasos administrativos e melhora o fluxo das informações entre os departamentos.


Como o prontuário digital agiliza o atendimento?


A agilidade não beneficia apenas o setor administrativo. Ela também influencia a experiência do paciente e a qualidade da assistência.


Segundo o Ministério da Saúde, o prontuário eletrônico concentra dados, diminui o tempo de registro e melhora o compartilhamento das informações entre os profissionais envolvidos no cuidado. Ele também ajuda a evitar problemas de legibilidade e facilita a continuidade do atendimento. Ministério da Saúde.


Entre os principais benefícios estão:


  • Acesso mais rápido ao histórico do paciente;

  • Menor tempo de espera para localizar informações;

  • Continuidade do atendimento entre equipes e setores;

  • Facilidade para consultar exames e tratamentos anteriores;

  • Redução de erros relacionados a documentos ilegíveis;

  • Atendimento mais organizado e seguro;

  • Maior rapidez no fornecimento de cópias solicitadas pelo paciente.


O objetivo não é substituir a análise dos profissionais, mas garantir que eles encontrem as informações necessárias no momento certo.


Como o prontuário digital agiliza o atendimento?

Digitalização de prontuários e LGPD


Prontuários contêm dados pessoais relacionados à saúde, classificados pela Lei Geral de Proteção de Dados como dados pessoais sensíveis. Por isso, seu tratamento exige cuidados ainda maiores.


A instituição deve estabelecer medidas como:


  • Controle de acesso por usuário e função;

  • Senhas individuais e autenticação segura;

  • Registro do histórico de acessos;

  • Criptografia e armazenamento protegido;

  • Cópias de segurança;

  • Planos de recuperação de dados;

  • Regras para compartilhamento de informações;

  • Treinamento das equipes;

  • Procedimentos de resposta a incidentes;

  • Contratos adequados com fornecedores.


O fato de o documento estar digitalizado não garante, sozinho, sua segurança. É necessário utilizar uma estrutura de gerenciamento eletrônico que preserve a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade das informações.


Prontuários em papel podem ser descartados?


A simples digitalização não autoriza o descarte imediato dos prontuários originais.

A Lei nº 13.787/2018 determina que o processo preserve a integridade, a autenticidade e a confidencialidade dos documentos. A legislação também estabelece prazo mínimo de 20 anos, contado a partir do último registro, para a eliminação do prontuário em papel ou digitalizado, salvo prazos diferenciados aplicáveis.


O descarte deve seguir os procedimentos legais e técnicos, incluindo a análise da comissão responsável pela avaliação documental. Além disso, a eliminação precisa proteger a intimidade do paciente e o sigilo das informações.


A Resolução CFM nº 1.821/2007 também estabelece requisitos para digitalização, armazenamento e gerenciamento eletrônico de prontuários.


Portanto, antes de eliminar qualquer documento físico, a instituição deve consultar seus responsáveis técnicos, jurídicos e arquivísticos.


Como implementar a digitalização de prontuários?


Uma implantação segura pode ser dividida nas seguintes etapas:


1. Diagnóstico do acervo

O primeiro passo é identificar a quantidade, o estado de conservação, os tipos e os períodos dos documentos existentes.


2. Classificação e preparação

Os prontuários devem ser separados, higienizados, organizados e preparados para a digitalização. Grampos, clipes e outros elementos que prejudiquem a captura precisam ser tratados adequadamente.


3. Digitalização dos documentos

Os documentos são convertidos em arquivos digitais com qualidade suficiente para garantir a leitura e a reprodução das informações originais.


4. Controle de qualidade

Cada arquivo precisa ser conferido para identificar páginas faltantes, imagens cortadas, baixa resolução, documentos duplicados ou associação ao paciente errado.


5. Indexação e reconhecimento de texto

A indexação cria critérios para localizar rapidamente cada prontuário. Tecnologias como OCR também podem reconhecer o conteúdo textual e facilitar as pesquisas.


6. Armazenamento em sistema especializado

Os documentos devem ser armazenados em uma solução de Gerenciamento Eletrônico de Documentos, com controles de acesso, organização, rastreabilidade e mecanismos de segurança.


7. Integração e treinamento

A solução precisa ser integrada aos processos da instituição. As equipes também devem receber treinamento para utilizar corretamente os documentos e proteger as informações dos pacientes.


Como o SAME Digital da Telecred pode ajudar?


O SAME Digital do Grupo Telecred é uma solução especializada na organização e digitalização de documentos hospitalares.


O serviço pode abranger preparação do acervo, digitalização, controle de qualidade, indexação, reconhecimento de texto e armazenamento organizado dos prontuários. Dessa maneira, hospitais e clínicas conseguem modernizar o acesso às informações sem sobrecarregar suas equipes internas.


Entre os principais benefícios estão:


  • Redução do tempo gasto na procura de prontuários;

  • Organização padronizada dos documentos;

  • Maior produtividade administrativa;

  • Menos dependência de arquivos físicos;

  • Acesso controlado às informações;

  • Redução de perdas e documentos extraviados;

  • Apoio à transformação digital da instituição.


Com um projeto adaptado ao volume e às necessidades de cada instituição, a Telecred ajuda a tornar a gestão documental mais ágil, segura e eficiente.


Conclusão


A digitalização de prontuários médicos pode reduzir despesas com papel, armazenamento, movimentação e busca manual de documentos. Ao mesmo tempo, facilita o trabalho das equipes e torna o atendimento mais rápido e organizado.

Para alcançar esses resultados, o projeto deve ir além da simples conversão do papel em imagem. É necessário classificar, conferir, indexar, proteger e gerenciar corretamente cada documento.



Perguntas frequentes


Digitalizar e adotar um prontuário eletrônico são a mesma coisa?

Não. A digitalização converte documentos físicos em arquivos digitais. O prontuário eletrônico é criado e atualizado diretamente em um sistema.


Quais documentos hospitalares podem ser digitalizados?

Prontuários, laudos, exames, prescrições, termos, autorizações e outros documentos assistenciais ou administrativos podem integrar o projeto, conforme as regras aplicáveis.


O prontuário digital ajuda a reduzir filas?

Ele não resolve sozinho todos os problemas de espera, mas agiliza o acesso às informações e reduz atrasos provocados pela busca manual de documentos.


Os prontuários físicos podem ser eliminados após o escaneamento?

Não automaticamente. A eliminação depende do cumprimento de requisitos legais, técnicos, documentais e de segurança.


Por quanto tempo um prontuário deve ser guardado?

A Lei nº 13.787/2018 estabelece prazo mínimo de 20 anos a partir do último registro, sem prejuízo de prazos diferenciados previstos para determinadas situações.


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